domingo, 22 de fevereiro de 2015

Preto Velho

Preto Velho
Fui tratado como nada, em correntes preso e amarrado.
Enquanto minha mãe gritava, de  minha família fui arrancado.
Fui tratado como nada, no porão de um navio exposto a doenças naveguei,
Mas no meu país eu era amado, eu era um rei.

Assim, muito de meus irmãos foram trazidos
Pais, mães, filhos, príncipes e princesas
Tratados como nada, independente de sua realeza.

Do seio da  Mãe África fui arrancado,
Lá sim era bom viver, aguentei dores e acoites
Muitos dos meus vi morrer                     
Abatidos pelos maus tratos e pela doença
E eu nada pude fazer.
Tanta dor e sofrimento causados pelos que se diziam descobridores da nova terra, em nome da sede de poder.

E quando aqui cheguei, para que avaliassem meu corpo
Desnudado eu fiquei, tratado como nada, minha boca abri e meus dentes mostrei.
Comprado fui, mercadoria me tornei.
Simplesmente pela cor da minha pele negra
O preconceito, nesse país encontrei.
                                                                   
E eu que na minha terra era um rei,
Na terra de santa cruz um escravo me tornei.
Em meio a dor da saudade, e a dor do chicote do trabalho forçado
A fé nos meus orixás de mim não pode ser arrancada.

E junto com meus irmãos na senzala,
Noite a fora, madrugada, eu cantava em minha língua, ao meu orixá louvava.
E na dança da capoeira, a alegria retornava.

Quem tem fé tem tudo, já dizia o velho ditado
E a fé que me sustentou mesmo sendo tão humilhado.
Eu venho de uma nação nobre,
Meu sangue é igual ao seu,
Somos filhos do mesmo pai,
Pois Olorum é o meu e o seu Deus.





Fotos da Apresentação cultural em Juína-MT, com a representação dos pretos velhos.. 

"Instituto Aruandê" Casa de Umbanda Mãe Maria

 " Todos os dias ao acordar, nossos joelhos devemos dobrar 
e agradecer ao senhor da criação pela oportunidade de cumprir nossa missão, 
com a Luz, a paz, o amor... em fim, todas as suas bençãos!  " 

Fotos do Instituto Aruandê , algumas com a participação dos filhos na complementação da beleza, e outras sendo um presente da natureza... 
Poço em Honra a Orixá Nanã 


tudo com o amor frutifica... 

Linda rosa em honra a Oxum 

Vaso de Flor em Honra aos Guardiões e ao Orixá Exu 

Perfeição na simplicidade ... 




Em honra ao povo da Aguá 

Em honra e por amor a TODOS os orixás... 

Povo Cigano


Povo Cigano

Vivemos em um país laico,
Onde se diz que reina a democracia.
Onde muitos empunham a bandeira da igualdade,
Garantindo que temos os mesmos direitos
Independente de cor, credo, cultura ou etnia.

Eu pergunto se realmente é assim
Por que então me olham atravessado ?
Quando canto, quando danço..
Honrando meus antepassados?

Por que julgam sem conhecer?
Quando trago a alegria e o amor a natureza?
Quando demonstro minha cultura
Para que todos os povos possam conhecer sua beleza?

Canto, danço, trago a fé e a magia
Sou povo cigano, me considero filho do sol
Em minha essência a alegria, minha casa é meu país
Meu teto é o céu estrelado, não carrego a ambição
E o criador é meu advogado.

Sou povo cigano sim, de corpo, alma e coração
Tenho meus direitos, pois moro e honro um país laico,
Onde minorias como eu, lutam por sua liberdade de expressão,
E o que mais dói no meu peito,  é ver discursos de igualdade,
Mas muitos sem caridade, só me chamam de ladrão.

Louvo a terra, louvo o vento, louvo a agua e louvo o sol na amplidão,
A honra e o amor á família defendo, em nome do senhor da criação.
E os dons a nós concedidos, vem nosso sustento com exímios artesãos.

Igualdade é o anseio da maioria das religiões,
 e o único pedido que tenho é que nunca esqueçam
que perante o pai somos todos irmãos.




Imagens de uma apresentação cultural em Juína com a representação do povo cigano. 
 

Oficina de Artesanato do "Instituto Aruandê"

Diversos Artesanatos criados pelos filhos do Instituto Aruandê com a Orientação da Iyálorixá, sem muitos recursos com tecnologias e ferramentas mas cheio de muita dedicação, louvação á natureza e a certeza de que o amor torna tudo mais lindo.  Sendo que alguns desses vasos já foi colaboração na decoração de diversos eventos como no II KALUNGA












Participação do Instituto Aruandê IX SEVA - Amostra Cultural no Campus da UNEMAT

Colaboração do "Instituto Aruandê" com Apresentação Cultural  no IX SEVA - Campus da UNEMAT.. Apresentação envolvendo pontos umbandistas em louvor aos orixás, danças e muito amor nos corações para sempre servir com disciplina e seguir os caminhos de Olorum o Criador. 
Filhos do Instituto Aruandê sempre unidos esperando o inicio das apresentações



Muito amor e respeito ao cantar o Hino da Nossa Amada Umbanda

Todos os filhos dispostos e felizes por cumprir o dever de levar ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá


Dança em Louvor aos Pretos Velhos, guias de muita sabedoria e humildade..

Ogãs do Instituto Aruandê trazendo a força e o axé dos Orixás através do toque no atabaque e também no agôgô.. 

Apresentação Cultural em Parceria com Acadêmicos de Direito da faculdade AJES e CEJA

Instituto Aruandê na perspectiva do cumprimento da lei 10.639 e em evento alusivo a Semana da Consciência Negra, realiza Palestra e Apresentação Cultural em Parceria com Acadêmicos de Direito da faculdade AJES e CEJA em Juina - MT.
Iakekerê( Mãe Pequena) Da Casa de Umbanda Mãe Maria, palestrando para Academicos de Direito da Faculdade AJES e também para os estudantes da escola CEJA em Juína-MT 


 Representação da Linha dos Pretos Velhos na Apresentação Cultural

O filho Rubens pedindo a benção á Iyalorixá da Casa de Umbanda Mãe Maria, não só como forma de respeito aos orixás mas também recebendo o axé e o amor.

Representação da Linha Cigana Na Apresentação Cultural 

"Altar Dos Orixás" Trabalho realizado pelos acadêmicos de Direito da AJES

        Filha Maria Isabele Pedindo a Benção á Iyalorixá Rosi D'Oxum



Estudantes da Escola CEJA que participaram da palestra ofertada pelo Instituto Aruandê  

Filhos Da Casa de Umbanda Mãe Maria "Instituto Aruandê",  a Iyalorixá e a Iyakekerê junto com os acadêmicos que ajudaram na organização desta apresentação cultural. 



Para conhecer : Lei Federal 10.639/03

Em março de 2003, foi aprovada a Lei Federal nº 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas de Ensino Fundamental e Médio. Essa lei altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) e tem o objetivo de promover uma educação que reconhece e valoriza a diversidade, comprometida com as origens do povo brasileiro. A escola é o lugar de construção, não só do conhecimento, mas também da identidade, de valores, de afetos, enfim, é onde o ser humano, sem deixar de ser o que é, se molda de acordo com sua sociedade. O Brasil, formado a partir das heranças culturais européias, indígenas e africanas, não contempla, de maneira equilibrada, essas três contribuições no sistema educacional. Por isso, ter como meta a efetiva realização das prerrogativas dessa Lei é essencial para a construção de uma sociedade mais igualitária.

Fonte - http://www.afroeducacao.com.br/lei-10-639-03

"Encontro anual de mulheres negras de Mato Grosso"

O Instituto Aruandê esteve presente no Encontro Anual de Mulheres Negras de Mato Grosso no ano de 2014, este encontro visa a ampliação e o fortalecimento de  organizações de mulheres negras, a construção de estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais formas de opressão. A ocasião sugere a ampliação de parcerias para dar visibilidade à luta e às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.
 

Palestrante Dr. Rosana Leite Antunes defensora pública e presidente do conselho estadual dos direitos das mulheres


Palestrante Ana Emília Brasil, superintendente de políticas para mulheres no Mato Grosso


Palestrante Vlademir Pascoal, Secretário adjunto de justiça


Palestrante Carlos Alberto Caetano, presidente da CEPPIR.