terça-feira, 21 de janeiro de 2014

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Voltando aos trabalhos!!!!

O Instituto Aruandê " Casa de Umbanda Mãe Maria" vem por meio deste, avisar á todos que os trabalhos do ano de 2014 já começaram!
No dia 24/01/2014 ( Vinte e quatro de janeiro de dois mil e quatorze), á partir das 19:00 horas, a casa atenderá normalmente ! !!


Lembrando a todos o endereço da nossa casa : Rua São Benetido 58e, próximo a EMPAER. ( Centro) 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Altar


Todo terreiro de Umbanda possui um altar, em alguns você encontra imagens de santos católicos, em outros você encontra velas ou pedras correspondentes aos Orixás, mas é fato de que sempre encontrará um altar em um Templo de Umbanda, isto porque o objetivo do altar é que ele é um ponto de força poderoso no local e funciona como um portal, irradiador de energias positivas e facilitador do contato com esferas espirituais. Como tudo na Umbanda tem fundamento, com o altar não poderia ser diferente, por isso abaixo explicamos o que significa cada elemento em um altar:
Velas: Captar as irradiações positivas que chegam de forma vertical, do Alto, e colocá-las na horizontal, colocando os indivíduos de frente com o Criador e com as divindades;
Estátuas/Imagens: ajudam a elevar as vibrações mentais e a concentração, pois possibilita a conexão da pessoa com tudo o que a imagem representa;
Pedras: condensam as energias e trazem consigo a força da natureza para dentro do ambiente;
Água: a água absorve essências etéricas que ajudam aos indivíduos em todos os sentidos, já que é um princípio da vida e da geração;
Toalha: mantêm a pureza onde tudo se encontra;
Flores e Ervas: possuem essências balsâmicas e curadoras, tornam o ambiente mais “leve”;

Essa postagem foi adaptada ao texto “Altar” de Alexandre Cumino.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Eai, seremos pipoca ou piruá?


“A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho de pipoca não é aquilo o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo, continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que é o seu jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. Pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro, ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: Bum! E ela aparece como uma outra coisa, completamente diferente do que ela mesma nunca havia sonhado. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisas mais maravilhosas do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria a ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo”.
Rubem Alves